Janeiro 28, 2009

REVOLTA E FALTA DE PACIÊNCIA



[1] - Uma vez por outra, dedico o dia a arrumar ideias, apagar coisas que não interessam, em resumo, esvaziar a reciclagem.
Hoje (um desses dias), dou comigo a ler notícias antigas ou mais recentes, com a particularidade de todas elas falarem da “crise”.
É inegável que a crise existe, vai continuar e, há muito tempo que era prevista. No entanto, tenho a nítida sensação (direi sem medo que tenho a certeza) que muitas empresas que neste momento estão a despedir funcionários e a declarar falência, estão simplesmente a aproveitar a “onda” da crise.
Mais parece um "esquema organizado" para arruinar Portugal, que de boa saúde já não goza há muito tempo. São atitudes inqualificáveis, de quem só sabe deitar abaixo e viver à custa dos outros.
Isto revolta-me.

[2] - Um tal de Sr. Fortunato O. Frederico muito conhecido cá para o Norte e na indústria do calçado, disse, para quem viu e ouviu uma reportagem da SIC (domingo, 25 de Janeiro, após o telejornal da noite), que os aumentos salariais são incompatíveis com a competitividade.
Ao que me parece, estes “pensadores” aprenderam todos pela mesma cartilha, e o que me revolta não é só estas “doutrinas” serem ensinadas nas escolas e faculdades, mas também, estes “senhores” serem condecorados pela Presidência da República.
Não tenho paciência.

[3] - Também na SIC, ontem, no programa “30 minutos” (acho que é assim que se chama o programa), falaram de uma MULHER (letra grande que bem merece) que dia a dia ajuda os vizinhos mais carenciados, num gesto de solidariedade em que serão sempre poucas as palavras para a enaltecer. No entanto, fiquei chocado quando no referido programa foram denunciados casos de agressão a idosos e seu abandono. Como é possível nos tempos de hoje, estes casos aumentarem e não haver mão pesada para quem os pratica?
A sensação de revolta é enorme.

- O desenvolvimento de um País e uma sociedade mais justa, não se faz, não se vê, pela construção de estádios de futebol, organização de campeonatos e, muito menos, com a legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Isto revolta-me! Não há paciência que chegue.

Ctrl + Alt + Delete! Já!!!



Rebuçadinhos pré-eleitorais

Janeiro 23, 2009

AS EMOÇÕES CONTINUAM



A mala está feita...o depósito do carro está atestado...o hotel confirmado...só falta mesmo a "maria" chegar do trabalho.
Uma "escapadela" para fora (cá dentro)...a dois, com o inseparável lenço ao pescoço e, duas gerações de máquinas fotográficas :)

Não há amor como o primeiro :)

modernices...



(Re)inventar mil ideais....noites sem sono. Caminhadas à beira-mar...perdidamente.

O amanhã não interessa

;)

Janeiro 19, 2009

UMA SEMANA DE EMOÇÕES



Leitura em dia com livros oferecidos no Natal passado:







E, como adoro café e cozinhar, alguém se lembrou de dar sugestões para novas e deliciosas ementas :)



Pasión por el café by Patrícia McCausland-Gallo




Mas, nem só de/com leitura as emoções vieram ao de cima.
Também gosto de ir ao cinema. No entanto, por uma ou outra razão, acabo por não ver alguns filmes. Assim, vou tomando nota e logo que possível, através do clube de vídeo ou de alguém “simpático” [...fica mais barato :):)], vou vendo os filmes da lista.
Desta vez (e finalmente) vi um filme que há muito andava à procura e que o meu amigo LF fez o favor de emprestar.

21 Grams


Sem dúvida que foi uma semana de emoções.

Venham mais…




Janeiro 11, 2009

OLHA PARA O QUE EU DIGO. Não para o que eu faço.



Os mesmos que dizem: "desenvolve uma política de apoio à produção nacional" (aqui), vendem isto

Num Modelo perto de si

Janeiro 03, 2009

A LUA [um beijo] E BOM ANO!


Há muitos anos atrás …neste momento já estão vocês a dizer: “Lá está o gaijo a mexer no baú. É cá um cheiro a naftalina”…como estava a dizer, para não me perder, há muitos anos atrás por esta altura, estava eu preparado para ir cumprir o serviço militar.
Cabelo rapado, saco feito e alguma ansiedade à mistura. Já não havia “guerra”, mas, era sempre uma preocupação…para a minha mãe claro, que via o único homem da casa ir para a tropa, o que implicava uma diminuição no rendimento familiar para o qual eu contribuía desde os meus 15 anos.
Como mãe, obrigou-me quase de joelhos a prometer que me “iria portar bem”. A preocupação dela tinha alguma razão de ser…na altura, eu era um ex-activista estudantil, activista sindical e militante de uma organização político-partidária…tudo “características” incompatíveis (ou não) com a vida militar que se aproximava. “Tu não te metas em políticas” pedia ela.
Também prometi à minha mãe, sempre que possível e à noite, procuraria a Lua (o meu/dela lado “poeta” a funcionar) enviaria um beijo e pediria forças, para enfrentar os obstáculos que eventualmente surgissem.
Tranquilizem-se almas sedentas de "cusquice", que aqui o menino Flores portou-se muito bem, cumprindo rigorosamente as promessas feitas na altura à Sra sua Mãe. Até vim com um louvor! (pois...nem eu acredito).

Hoje, já de madrugada, vou até ao meu terraço (está frio)…levo na mão um cálice com um bom vinho maduro alentejano…ergo-o ao céu um pouco estrelado e com a Lua envergonhada. Desejo que a minha mãe (esteja onde estiver) e a Lua (envergonhada ou não) me dêem forças. Forças para enfrentar um Ano Novo…um dia de cada vez.

Bom Ano para todos!