[1] - Uma vez por outra, dedico o dia a arrumar ideias, apagar coisas que não interessam, em resumo, esvaziar a reciclagem.
Hoje (um desses dias), dou comigo a ler notícias antigas ou mais recentes, com a particularidade de todas elas falarem da “crise”.
É inegável que a crise existe, vai continuar e, há muito tempo que era prevista. No entanto, tenho a nítida sensação (direi sem medo que tenho a certeza) que muitas empresas que neste momento estão a despedir funcionários e a declarar falência, estão simplesmente a aproveitar a “onda” da crise.
Mais parece um "esquema organizado" para arruinar Portugal, que de boa saúde já não goza há muito tempo. São atitudes inqualificáveis, de quem só sabe deitar abaixo e viver à custa dos outros.
Isto revolta-me.
[2] - Um tal de Sr. Fortunato O. Frederico muito conhecido cá para o Norte e na indústria do calçado, disse, para quem viu e ouviu uma reportagem da SIC (domingo, 25 de Janeiro, após o telejornal da noite), que os aumentos salariais são incompatíveis com a competitividade.
Ao que me parece, estes “pensadores” aprenderam todos pela mesma cartilha, e o que me revolta não é só estas “doutrinas” serem ensinadas nas escolas e faculdades, mas também, estes “senhores” serem condecorados pela Presidência da República.
Não tenho paciência.
[3] - Também na SIC, ontem, no programa “30 minutos” (acho que é assim que se chama o programa), falaram de uma MULHER (letra grande que bem merece) que dia a dia ajuda os vizinhos mais carenciados, num gesto de solidariedade em que serão sempre poucas as palavras para a enaltecer. No entanto, fiquei chocado quando no referido programa foram denunciados casos de agressão a idosos e seu abandono. Como é possível nos tempos de hoje, estes casos aumentarem e não haver mão pesada para quem os pratica?
A sensação de revolta é enorme.
- O desenvolvimento de um País e uma sociedade mais justa, não se faz, não se vê, pela construção de estádios de futebol, organização de campeonatos e, muito menos, com a legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Isto revolta-me! Não há paciência que chegue.
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